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Como se preparar de forma eficiente para as rodadas de investimento na sua startup

Como vimos no último artigo, a startup pode crescer por conta própria (optando pelo modelo de bootstrapping, isto é, reaplicando todo – ou quase todo – o seu faturamento no negócio) ou contar com variadas formas de investimento: investimento-anjo, capital semente, venture capital, private equity etc.

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Indo além dos dez micos dos empreendedores iniciantes

Indo além dos dez micos dos empreendedores iniciantes

No final do mês passado, a revista EXAME publicou em seu site uma reportagem muito interessante na qual foram expostos os dez micos que a maioria dos empreendedores iniciantes comete no processo de desenvolvimento do seu negócio (clique aqui).

A matéria é riquíssima em conteúdo, mas entendemos que é possível ir além dos dez micos e indicar alguns outros.

Em síntese, os dez micos dos empreendedores iniciantes apontados pela EXAME são:

1. surfar na onda de negócios da moda
2. esperar demais da ideia do negócio
3. estudar o mercado sem profundidade
4. não refletir sobre o diferencial da empresa
5. postergar demais o lançamento da ideia
6. deixar de calcular os riscos do empreendimento
7. não atentar para a forma como os clientes querem ser atendidos
8. não pesquisar os melhores métodos de cobrança
9. não levar em conta as motivações e a natureza empreendedora dos candidatos a integrarem a equipe
10. não investir na própria capacitação

Como a revista pontuou, é importante para todo empreendedor iniciante calcular os riscos da sua atividade.

Quando isso não é feito, a ausência de planejamento para lidar com possíveis fatores prejudiciais ao negócio pode ser fatal e levar à derrocada da empresa.

E não há dúvidas de que muitos dos riscos a que um novo empreendimento está sujeito são de natureza jurídica.

A consulta a um advogado especializado em empreendedorismo e desenvolvimento de negócios no estágio inicial da empresa é, portanto, essencial.

Neste artigo, vamos listar o 11º e o 12º micos do empreendedor iniciante, extraídos da nossa observação cotidiana.

O apoio de um advogado, porém, não se limita a esses dois aspectos; há um mundo de possibilidades de auxílio de um profissional do direito aos negócios em desenvolvimento (veja aqui outras possibilidades).

MICO 11: NÃO VALIDAR JURIDICAMENTE O MODELO DE NEGÓCIO

Já tivemos a oportunidade de tratar desse assunto em uma das edições do nosso Podcast para Empreendedores (confira nesse link).

A ausência de análise da viabilidade jurídica de um modelo de negócio em fase de maturação pode trazer prejuízos insuperáveis, que levarão ao encerramento de uma empresa.

Promover a validação jurídica através da assessoria de um advogado não tem, como pode parecer, o efeito de inibir o surgimento de novos modelos de negócio. É exatamente o oposto.

O que se busca é antecipar os riscos de contestação da atividade desenvolvida pelo empreendedor iniciante e implementar os meios necessários à preservação do negócio caso isso ocorra.

Em tempos de empreendedorismo inovador e modelos de negócio disruptivos, não promover a validação da proposta de valor oferecida ao mercado é um verdadeiro mico.

MICO 12: DEIXAR DE ELABORAR UM ACORDO DE QUOTISTAS PERSONALIZADO

Também já falamos sobre esse tema em um artigo do nosso blog (veja aqui), mas não custa repetir: entabular as regras do jogo entre os sócios de um empreendimento em estágio inicial é um dos passos essenciais para que os empreendedores possam focar exclusivamente na atividade econômica que desempenham.

Toda sociedade, no início, vive uma fase de “lua de mel”, mas os problemas sempre acontecem (em maior ou menor grau) e é importante antecipar os meios pelos quais eles serão resolvidos.

Já pensou se uma ideia genial vai por água abaixo em decorrência de uma briga de sócios?

Com certeza, essa não seria a solução desejada por ninguém. Por isso é que se recomenda evitar incorrer nesse mico.

E você, empreendedor iniciante, como tem lidado com os (agora) doze micos? Já buscou validar juridicamente o seu negócio? Já entabulou um acordo de quotistas personalizado com seus sócios?

Leonardo Susart é sócio da Susart & Seixas e especialista em desenvolvimento jurídico de negócios